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Alzheimer dá direito à isenção do Imposto de Renda e à restituição dos últimos 5 anos

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Resposta rápida: Sim. O Alzheimer é enquadrado como alienação mental, uma das doenças da Lei 7.713/88. Aposentados, pensionistas e militares reformados com Alzheimer têm isenção do Imposto de Renda sobre esses rendimentos e podem recuperar o imposto pago nos últimos 5 anos. Não é preciso ter curatela, e o pedido pode ser feito com a ajuda da família.

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência. Ela compromete aos poucos a memória, o raciocínio e a autonomia, e exige cuidados cada vez maiores da família.

Ilustração – Alzheimer dá direito à isenção do Imposto de Renda e à restituição dos últimos 5 anos

Por que o Alzheimer dá direito à isenção

A Lei 7.713/88 não cita o Alzheimer pelo nome. Ela fala em alienação mental, que abrange os quadros em que a pessoa perde a capacidade de compreender a realidade e de cuidar de si. As demências, como o Alzheimer, estão entre esses quadros, e a isenção é reconhecida tanto pelas fontes pagadoras quanto pelos tribunais.

O laudo deve descrever o comprometimento das funções mentais. Quanto mais clara for essa descrição, mais fácil o enquadramento.

Precisa de curatela?

Não. A isenção não depende de interdição nem de curatela. Se houver curador, ele pode fazer o pedido em nome da pessoa. Se não houver, a família pode reunir os documentos e acompanhar o pedido, que é assinado pelo próprio beneficiário ou por procurador.

O que o laudo deve informar

  • o diagnóstico de doença de Alzheimer ou demência, com CID (G30 e F00);
  • o grau de comprometimento da memória, do juízo e da autonomia;
  • a data do diagnóstico, apoiada em avaliação neurológica, testes cognitivos ou exames de imagem.

Quem tem direito à isenção por Alzheimer

A isenção vale para quem tem Alzheimer e recebe:

  • aposentadoria, pelo INSS ou por regime próprio de servidor público;
  • pensão, inclusive pensão por morte (art. 6º, XXI, da Lei 7.713/88);
  • proventos de reforma ou de reserva remunerada de militar;
  • complementação de aposentadoria paga por previdência privada ou fundo de pensão, conforme entendimento do STJ.

Não importa quando a doença surgiu: a lei vale mesmo que o diagnóstico tenha vindo depois da aposentadoria. Também não importa o valor do benefício.

A isenção não alcança quem ainda está trabalhando. O STJ fixou no Tema 1037 que ela não se aplica aos rendimentos da atividade, e o STF confirmou essa leitura na ADI 6025.

Quais rendimentos ficam isentos

Ficam isentos os valores de aposentadoria, pensão e reforma. Continuam tributados salário de atividade, aluguéis, aplicações financeiras e outras rendas.

A isenção não dispensa a declaração anual de quem é obrigado a entregá-la. Os valores passam a ser informados na ficha de rendimentos isentos.

Como pedir a isenção

  1. Reúna o laudo e os documentos. Pelo art. 30 da Lei 9.250/95, o pedido administrativo exige laudo de serviço médico oficial da União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios.

No Alzheimer, o laudo do neurologista, geriatra ou psiquiatra deve descrever o comprometimento mental.

  1. Faça o pedido à fonte pagadora. No INSS, o pedido é feito pelo Meu INSS e pode exigir perícia. Servidores e militares pedem ao órgão de pessoal ou ao instituto de previdência. Quem recebe de previdência privada pede à entidade que paga o benefício.
  2. Se o pedido for negado ou demorar, recorra à Justiça. Pela Súmula 598 do STJ, o juiz pode reconhecer a isenção sem laudo oficial quando outras provas demonstram a doença. No Tema 1373, o STF dispensou o pedido administrativo prévio para entrar com a ação.

Restituição do imposto pago

Quem pagou imposto depois do diagnóstico pode pedir a devolução. O limite é de 5 anos, contados de cada pagamento, pelo prazo do art. 168 do Código Tributário Nacional.

A restituição pode ser pedida de duas formas:

  • pela declaração retificadora de cada ano em que houve retenção;
  • na ação judicial, com correção pela taxa Selic.

A data de início é a do diagnóstico comprovado no laudo, e não a data do pedido.

Como a Isenção Legal pode ajudar

A equipe da Isenção Legal analisa seus documentos e diz se o laudo atende aos requisitos da lei. Depois explica qual caminho faz sentido no seu caso: pedido à fonte pagadora, retificação das declarações ou ação judicial.

O atendimento é online, pelo WhatsApp. Honorários e próximos passos são explicados antes de qualquer contratação.

Perguntas frequentes

Alzheimer dá direito à isenção do Imposto de Renda?

Sim. O Alzheimer é enquadrado como alienação mental, prevista no art. 6º, XIV, da Lei 7.713/88.

Precisa de curatela para pedir a isenção?

Não. A isenção não depende de curatela. Se houver curador, ele pode fazer o pedido em nome da pessoa.

O Alzheimer precisa estar avançado?

O laudo precisa demonstrar comprometimento das funções mentais. A lei não fixa um estágio, mas a descrição do quadro é decisiva.

É possível recuperar o imposto pago antes?

Sim. É possível pedir a restituição do imposto pago desde o diagnóstico, limitada aos últimos 5 anos.

Fontes

Servidor aposentado, pensionista ou militar de Minas Gerais? Com doença grave, você também pode ter direito à imunidade previdenciária, que acaba com o desconto da contribuição no contracheque, total ou parcialmente. Entenda a imunidade previdenciária por doença grave →